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Entrevista ao Dr. CARLOS ROBERTO FÁVARO

• Entrevista ao Dr. CARLOS ROBERTO FÁVARO, Coordenador-geral da Imprensa Universitária/ UFG no período de 1978 a 1981.

PERGUNTA (P.). Como eram as instalações do CEGRAF/ UFG durante o período em que o senhor Foi o Coordenador-geral?
RESPOSTA (R.). Naquela época, não havia o nome CEGRAF/ UFG. Nós tínhamos, por um lado, a Editora UFG, e havia, por outro, a Imprensa Universitária. Era um parque gráfico razoável, e era um órgão que prestava muito serviço para a Universidade. Naquela época, já havia o Conselho Editorial da Editora UFG, como hoje, e nele cada área de conhecimento tinha os correspondentes conselheiros-representantes. Nessa época (1978), foi implantado um projeto para a gráfica em consonância com um convênio assinado entre a Universidade e o MEC. Foi, então, criado um segundo turno, que era das 18h às 24h, destinado à Editora UFG, para que não se misturassem as impressões da editora com os serviços de impressão diários para a Universidade.

(P.). Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas no CEGRAF/ UFG durante esse período?
(R.). As maiores dificuldades estavam relacionadas aos problemas com o orçamento, porque, apesar de termos uma verba destinada, com os recursos de que dispúnhamos não podíamos renovar, tal como seria desejável, o maquinário; essa renovação constante era uma necessidade para podermos manter a capacidade de produção.

(P.). O que é fundamental para um administrador de uma gráfica?
(R.). O fundamental é que ele seja uma pessoa que se envolva com o trabalho; ele tem que se entregar ao trabalho e ter afinidade tanto com a equipe quanto com os trabalhos inerentes à confecção de impressões.

(P.). Em sua opinião, qual a melhor obra produzida no CEGRAF/ UFG?
(R.). Eu considerava que todo o serviço feito tinha que ter qualidade; até uma simples ficha deve ser um bom trabalho. Porque aquele modo como o trabalho se desenvolve – de originais até o produto final – fica como se fizesse parte da gente. Além disso, nós tivemos a oportunidade de editar vários livros. Tem um da Cora Coralina, Pelos becos de Goiás e outras histórias mais; tem um livro da professora Belkiss, A música em Goiás. Mas, para mim, foram todos importantes.

(P.). Quais foram as principais mudanças que houve no CEGRAF/ UFG durante o período em que esteve à frente da gráfica?
(R.). A principal mudança foi a passagem da tipografia para o off-set. E, curiosamente, hoje tenta-se recuperar, via um ateliê, a parte tipográfica. Chegou o momento de valorizar os velhos modos e técnicas de produção de livros, isto é, as artes gráficas.

(P.). Quais são as suas melhores e piores lembranças deste órgão suplementar?
(R.). Ter aprendido a viver dentro de uma gráfica, aceitar um desafio e, dentro daquelas limitações ocasionadas pela dureza do serviço, ter podido gerar amizades, que duram até hoje, tanto com os servidores quanto com os que procuravam a Imprensa para a execução de serviços – todas essas são muito boas lembranças. E a parte das piores lembranças foi, talvez, o fato de o nosso projeto ter ficado parado. Porque, terminado o reitorado do professor Cruciano, eu me afastei e fui para outro setor. Mas dentro do que tínhamos, desenvolvemos um bom trabalho.

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